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 Cncer de Prstata tem grande incidncia no RS
 

 
Por medo, receio ou vergonha, eles fogem do assunto, embora tenham o conhecimento de que se trata de uma doena perigosa. Porm, os nmeros esto a para provar que os homens no devem, em hiptese alguma, serem negligentes com a prpria sade. Segundo o Instituto Nacional do Cncer (Inca), sero registrados, at o final deste ano, mais de 4.200 novos casos de cncer de prstata no Estado, com uma assombrosa taxa de 79,27 para cada 100 mil habitantes. Na Capital, o ndice ainda pior: 640 novos casos, com uma taxa de 94,33 para cada 100 mil habitantes. Entre todos os tipos de cncer, o que mais mata no Rio Grande do Sul.

No Brasil, o cncer de prstata o segundo mais comum entre os homens (atrs apenas do cncer de pele no-melanoma). Em valores absolutos, o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens, representando cerca de 10% do total de cnceres. Sua taxa de incidncia cerca de seis vezes maior nos pases desenvolvidos em comparao aos pases em desenvolvimento.

Dados do Inca mostram que aproximadamente 62% dos casos de cncer da prstata diagnosticados no mundo acometem homens com 65 anos ou mais. Com o crescimento da expectativa de vida mundial, esperado que o nmero de casos novos aumente cerca de 60% at o ano de 2015. Como a doena silenciosa, visitar um urologista o quanto antes fundamental.

Tambm importante ficar atento para identificar sinais, como jato urinrio fraco e intermitente (que no contnuo), ou quem tenha casos na famlia afirma Ernani Luis Rhoden, professor de urologia da Universidade Federal de Cincias da Sade de Porto Alegre (UFCSPA) e mdico da CliniOnco.

Especialistas consultados pelo Vida so unnimes em afirmar: o principal motivo para isso o diagnstico tardio, provocado, na esmagadora maioria dos casos, resistncia dos gachos em realizar os dois testes bsicos para a deteco da doena: o exame de sangue (dosagem de PSA) e, sobretudo, o exame clnico da prstata, que feito atravs do toque retal pelo mdico urologista.

O exame de toque gera na cabea dos homens fantasias negativas e receios, mas, na verdade, eles tem muito medo da dor. Tanto que os que fazem pela primeira vez, no ano seguinte perdem o medo. Existe um segundo sentimento, que muito forte: expressar, exteriorizar uma fraqueza se a doena for descoberta. O homem tem pavor disso, porque o cncer muito relacionado com morte, decadncia fsica, perda da independncia, dependncia dos outros afirma Miguel Srougi, professor de urologia da Faculdade de Medicina da USP e ps-graduado pela Harvard Medical School, em Boston, autor de uma dezena de livros sobre o tema.

Rhoden compartilha da opinio de Srougi:

Existe ainda muito preconceito da populao masculina para realizar o exame clnico, que o toque retal. preciso mudar esse paradigma, principalmente por se tratar de um cncer de alta prevalncia e que, por outro lado, passvel de tratamento curativo reflete.

Uma doena multifatorial

Ainda no se sabe com preciso quais as causas do cncer de prstata, embora alguns fatores de risco tenham sido identificados, como gentica, raa negra (especialmente os norte-americanos) e dietas desequilibradas (ricas em gordura animal e carentes de frutas, cereais e vegetais).

Cnceres espordicos (85%) ocorrem em indivduos com histria familiar negativa. O cncer de prstata familiar definido como a ocorrncia dessa condio em um homem com um ou mais familiares afetados pela doena. Uma pequena populao de homens (cerca de 9%) tem cncer de prstata hereditrio, definido por trs ou mais familiares afetados. A ocorrncia pode afetar at trs geraes sucessivas ou, no mnimo, dois familiares com doena diagnosticada antes dos 55 anos. Se um parente de primeiro grau tem a doena, o risco , no mnimo, duas vezes maior. J se dois ou mais familiares de primeiro grau so afetados, o risco aumenta cinco a 11 vezes.

O desenvolvimento de cncer de prstata clnico tambm tem sido associado com a reduzida exposio radiao solar, haja vista a importncia desta sobre os nveis de vitamina D. Exposio a determinados tipos de vrus e processos inflamatrios tambm tm sido investigados como fatores que influenciam o surgimento da doena.

Como feito o tratamento?

O tratamento depende do tamanho e da classificao do tumor, assim como da idade do paciente e pode incluir prostatectomia radical (remoo cirrgica da prstata), radioterapia, hormonoterapia e uso de medicamentos. Para os pacientes idosos com tumor de evoluo lenta o acompanhamento clnico menos invasivo uma opo que deve ser considerada.

Segundo Ernani Luis Rhoden, professor de urologia da Universidade Federal de Cincias da Sade de Porto Alegre (UFCSPA) e o urologista Mrcio Augusto Averbeck, em artigo publicado em 2009 na Revista da Associao Mdica do Rio Grande do Sul (Amrigs), "a tomada de decises no manejo dessa doena complexa e deve ser individualizada, levando-se em considerao aspectos como expectativa de vida, resultados teraputicos a mdio e longo prazo e as consequncias das principais alternativas teraputicas atualmente disponveis, contemplando aspectos como a funo sexual, continncia urinria e os outros efeitos colaterais".

Nmeros

- Em 2010, morreram 12.778 pessoas devido doena no Brasil.
- No Rio Grande do Sul, de 2009 a 2011, morreram 389 homens de cncer de prstata.
- De janeiro a outubro deste ano, a doena vitimou 107 gachos.
- A projeo que sejam notificados mais de 4.200 novos casos de cncer de prstata no Estado at o final deste ano, com uma assombrosa taxa de 79,27 para cada 100 mil habitantes.
- Na Capital, a incidncia da doena ainda pior: 640 novos casos devem ser diagnosticados at o final de dezembro, com uma taxa de 94,33 para cada 100 mil habitantes.

Fonte: Morbidade Hospitalar do Sistema nico de Sade (Datasus) e Instituto Nacional do Cncer (Inca).

Pesquisa revela que 42% nunca fizeram exame

Um estudo realizado pelo Ibope, a pedido da farmacutica Janssen, constatou que 42% dos homens acima de 40 anos nunca realizaram exame de prstata. Foram entrevistados 643 homens com essa idade em fevereiro deste ano. No Dia Mundial de Combate ao Cncer de Prstata, em 17 de novembro, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) com o apoio da Sociedade Brasileira de Oncologia Clnica (SBOC) disponibilizou um site com um material esclarecedor sobre a doena.

A campanha tem o objetivo de desmistificar o cncer de prstata e orientar os homens de que o diagnstico precoce aliado a um tratamento adequado proporciona uma cura de 90% dos casos.

O cncer de prstata no causa qualquer sintoma em seu incio, na fase em que o ndice de cura de 90%. Porm, quando est em estgio avanado, o cncer pode interromper o canal da uretra, causando dor ao urinar, levantando a suspeita de que h algo errado explica o presidente da SBU, Aguinaldo Nardi.

Nardi afirma que para o diagnstico do cncer preciso cruzar exames como o toque retal, bipsia e a dosagem sangunea do PSA (Antgeno Prosttico Especfico). Segundo o especialista, apenas o PSA no aponta a doena, pois cerca de 20% dos casos de cncer de prstata no altera seu ndice, e sua alterao tambm pode ter outras causas que no o cncer.

Por dentro da pesquisa:

- 65% das mulheres se preocupam muito com o marido
- 54% dos homens se preocupam em ter cncer de prstata
- 50% dos homens j procuraram informaes sobre a doena
- 48% deles j buscaram saber se precisa fazer exame
- 62% das mulheres que buscaram informao queriam saber quais so os sintomas
- 70% das mulheres j pediram ao parceiro para fazer o exame
- 67% dos maridos aceitaram a recomendao
- 28% alegam que no fizeram o exame porque so saudveis
- 53% das mulheres dizem que eles no fazem o exame por medo, receio ou vergonha

Fonte: Ibope Inteligncia
 
 
 
 
 
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Rio Grande do Sul É o Estado com maior incidÊncia de cÂncer de prÓstata no Brasil

Conforme dados do Instituto Nacional do Câncer do Ministério da Saúde - INCA, o Rio Grande do Sul é o estado com maior incidência da doença. E Porto Alegre, a capital brasileira mais afetada.

 
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